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Símbolos vegan e cruelty-free: quais as diferenças?

Símbolos cruelty-free vegan

Símbolos vegan e símbolos cruelty-free, quais as diferenças?

Produtos vegan, produtos naturais ou produtos que não são testados em animais.                                                     

Existe toda uma panóplia de símbolos nesta área.

Assim, neste artigo, vamos explicar-vos as principais diferenças entre eles. Afinal, com a popularidade de produtos biológicos, vegan ou vegetarianos, muitas são as marcas que os têm utilizado nas suas embalagens.

Quem símbolos vegan existem?

V-Label

Lançado pela União Vegetariana em 1996, a V-Label é um selo reconhecido internacionalmente que nos ajuda a identificar produtos veganos e vegetarianos. Mais de 15.000 artigos em 27 países contam com esta certificação.

The Vegan Society

Vegan UK Símbolo

Fundada em novembro de 1944 no Reino Unido, esta associação é a mais antiga do mundo no universo do veganismo. 

Foi por isso a primeira a certificar produtos Vegan.

Centro Vegetariano

Centro Vegetariano Vegan

Este é o símbolo do Centro Vegetariano – Associação Ambiental para a Promoção do Vegetarianismo. Comprova que o fabricante de um determinado produto está a oferecer uma alternativa Vegan.

Vegetariano

Um produto vegetariano é aquele que não contém carne nem peixe.

Vegano

Um produto vegano é aquele que não contém quaisquer produtos de origem animal (exemplo: carne, lacticínios, ovos, mel, etc).

Quais os símbolos cruelty-free que deves conhecer?

Cruelty Free And Vegan

A organização PETA lançou este certificado. Assim, garante que todos os produtos assinalados não realizaram testes em animais para nenhum dos ingredientes, fórmulas e/ou produto final. 

Por outro lado, não contém nenhum ingrediente de origem animal.

Sabias que…

Existe alguma confusão por parte das marcas relativamente ao conceito de Cruelty-Free e Vegan?

Assim:

  • Um produto Cruelty-Free não foi testado em animais, mas pode conter ingredientes de origem animal. 
  • Um produto Vegan não contém ingredientes de origem animal, mas pode ter sido testado em animais. 

Algumas marcas utilizam símbolos próprios para alertar os consumidores que um determinado produto é Cruelty-Free. Porém nem sempre isso significa que não foram realizados testes em animais.

É por este motivo que as certificações são importantes para ajudar os consumidores na altura de escolherem os produtos.

A Cruelty-Free International é um grupo britânico que luta contra os ensaios experimentais em animais. 

Este símbolo diferencia-se do da PETA pelo facto de as empresas concordarem com auditorias a cada três anos e ainda visitas pontuais. 

Cruelty-Free International Símbolo

E quanto símbolos dos produtos naturais/orgânicos?

Para além das diferenças entre os símbolos vegan e cruelty-free, existem outros relacionados com produtos orgânicos/naturais. Seguem alguns exemplos:

NATRUE

ONG da União Europeia que apresenta 3 níveis de certificação:

  • Natural Cosmetics (ingredientes são naturais mas não necessariamente orgânicos).
  • Natural Cosmetics with Organic Portion (70% dos ingredientes de origem orgânica).
  • Organic Cosmetics (95% dos ingredientes naturais derivados do cultivo orgânico).

ECOCERT

ECOCERT símbolo

Grupo francês que garante que, pelo menos, 95% dos ingredientes utilizados são naturais. 

Assim, apenas 5% das substâncias podem ser sintéticas, desde que listadas pela empresa. Caso as mesmas sejam consideradas “matérias-primas proibidas”, então não poderão receber a certificação.

Para além disso, 10% dos ingredientes do produto têm de ser de origem orgânica certificada.

BDIH

BDIH símbolo

Tal como os restantes, este símbolo é direcionado para cosméticos e produtos de higiene. 

Um artigo que o utilize significa que:

  • As suas substâncias são de origem natural.
  • Contém pelo menos 95% de máterias-primas orgânicas.

Distribui dois símbolos: Cosmos Natural (para cosméticos naturais) e Cosmos Orgânico (para cosméticos orgânicos).

Assim...

Um cosmético natural não é necessariamente orgânico.

  • Os cosméticos naturais não podem ter aditivos químicos. Exemplos: Corantes/fragâncias sintéticas, silicone, derivados de petróleo, etc.
  • Para além disso, necessitam de possuir matérias-primas naturais. Exemplos: manteigas vegetais, óleos vegetais, lanolina, corantes naturais, etc.

Um cosmético orgânico possui maior percentagem de matéria-prima orgânica do que o cosmético feito com matéria-prima orgânica.

  • Um cosmético orgânico deve, incluir, no mínimo, 95% de matérias-primas certificadas como orgânicas.
  • Os cosméticos feitos com matérias-primas orgânicas, devem possuir entre 70% a 95% de matérias-primas certificadas como orgânicas. 

Face a estas certificações ou falta delas, o melhor é sempre olhar para os ingredientes utilizados no produto.

Por fim, fica a nossa dica: se surgirem dúvidas, pesquisa na Internet. Assim, consegues perceber se, efetivamente, um determinado artigo é natural, orgânico, vegan, cruelty-free ou tenha outra denominação.

Tens sobras e não sabes o que fazer com elas? Clica aqui para saberes como aproveitá-las.

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